HISTORIA DO JIU-JITSU DA ÍNDIA AO BRASIL, E AS ENTIDADES QUE SE DESENVOLVERAM EM MINAS GERAIS

A  HISTORIA DO JIU-JITSU  

Da Índia ao Brasil   (F.M.J-J )

                Organizado pelo  Professor  Adair Alves de Almeida (  Revisto em 2020 )

O jiu-jítsu a arte suave da defesa pessoal invencível, a mais antiga  e mais completa das artes marciais, teve suas origens na Índia nos tempos de Bodhidharma. Naquela época os discípulos do budismo enfrentavam os ataques dos malfeitores nas suas peregrinações. Sentiam necessidade de se defenderem, sem macular, com violência, os princípios éticos da sua seita. Assim criaram  as técnicas do corpo a corpo, que dispensava o uso de armas, o Yoshie Ryu batizado pelos japoneses como Jiu-Jítsu,”a arte suave” e considerada a mais completa das artes marciais. Utilizavam também o vara pau (jiu-jítsu). Da Índia chegou à China através dos monges budistas,  para se defenderem dos malfeitores. É tão antiga esta forma de luta que tem-se noticia de combate desta modalidade já no ano 230.AC. O jiu-jítsu esta presente nas demais formas de lutas conhecidas e praticadas também hoje em dia, pois, de uma forma ou de outra, todas elas utilizam  técnicas do jiu-jítsu.

Conta a história que a introdução do jiu-jítsu no Japão teve lances pitorescos, embora com sabor de lenda tenha aspectos verdadeiros: “Um pequeno monge de nome  Chen Yung Ping, oriundo da china, culto e letrado, instalou-se em 1650  no templo Kokushi nas proximidades da cidade de Edo (hoje Tókio)  com a finalidade de ensinar a filosofia e a caligrafia chinesa aos mais ilustres do Japão. No seu templo Kokushi, o monge  somente era visto nos momentos que lecionava. A época era feudal e o governo militar Shogum, que se cercava de habilidosos samurais, versados em todas as artes de guerra. A  região também era freqüentada por  malfeitores de toda ordem.

Certa vez, o bonzo, pequeno e frágil, voltava de uma visita e fora persuadido a aceitar escolta pelo adiantado da hora, tardia e escura noite. Embora recusando foi acompanhado de três “cachis”, samurais inferiores – a pé.  Em certo lugar do trajeto foram atacados  por diversos malfeitores, e os “cachis” lutaram bravamente. Entretanto foram desarmados pelos malfeitores e vencidos. Quando tudo parecia estar perdido  testemunharam o incrível: o  frágil bonzo atirou-se sobre os bandidos  e em luta encarniçada desarmou e derrubou um a um, colocando-os em fuga. Maravilhados os “cachis” não deram mais sossego ao monge, rogando os ensinamentos  de tão poderosa arte.  O mesmo  recusava,  buscando fazê-los  entender que aquela arte não era para os espíritos fracos, mas para os de alma forte. Mas tanto rogaram  até que foram atendidos e admitidos como discípulos.

Tempos depois cada um estava formado numa das modalidades  que compunha a arte. Um especializou-se na técnica das projeções, outro na técnica das luxações e dos  estrangulamentos, o terceiros nos  golpes aplicados nos pontos vulneráveis do corpo (os atemis), e lá foram, pelo Japão a fora,  ensinando a  poderosa  arte marcial ainda desconhecida ali.”

Já no século 19 apareciam as primeiras espingardas pederneiras, levadas ao Japão pelos portugueses  e assim foi diminuindo o interesse popular pelas armas brancas e pelas modalidades de lutas. Somente os samurais ficaram fiéis. Os especialistas em jiu-jítsu viram-se obrigados a ministrar aulas  para sobreviverem, que juntamente com uma elite e as forças armadas permitiram a continuidade do jiu-jítsu.

Com a abertura dos portos japoneses ao ocidente e em vistas das constantes rixas com  os marinheiros americanos, avantajados no seu tamanho, mas sempre perdedores nas lutas contra os pequenos japoneses porem conhecedores dos segredos do jiu-jítsu, e na iminência de verem a sua arte também dominada pelos estrangeiros, resolveu o governo japonês proibir o jiu-jítsu, nem mesmo a simples publicação, e quem transmitisse  aos estrangeiros  seria penalizado como por crime de lesa-pátria.

Em meados de 1877 com o início da entrada da cultura ocidental, o funcionário publico Jigoro Kano estudante das artes secretas  do  jiu-jítsu com o  renomado professor Hachonosuke Fokunda, da escola Tenji-Shinyo Ryo (na escola Coração de Salgueiro), ficou encarregado de desenvolver  uma modalidade que assemelhasse com o jiu-jítsu e que não deixasse transparecer as técnicas eficientes e secretas da nobre arte.  Dai surgiu o chamado “Estilo Kano” de jiu-jítsu, posteriormente o judô. Iniciava, desta maneira o desmembramento do jiu-jítsu, surgindo diversas outras artes marciais. Entretanto naquele século XIX os judocas já haviam introduzido, secretamente, técnicas do jiu-jítsu no judô e que era o Goshin-jitsu.

Como esporte competitivo sem uso de força maior o jiu-jítsu tem como base as leis da física: o sistema de alavanca. Movimento, força, desequilíbrio, centro de gravidade. O Sumô, prática antiqüíssima, usa a queda pelo desequilíbrio; o kem-po-jitsu, de remota época é a aplicação dos golpes traumáticos, como o atemi do jiu-jitsu. Do kempo nasceu o boxe chinês, chegando à ilha de Okinwa, onde a cerca de 300 anos passou a chamar-se karatê-jitsu.

Curioso é que, não obstante todas as modalidades de artes marciais e lutas de uma maneira ou de outra utilizarem técnicas do jiu-jítsu, aqueles que escrevem sobre elas estranhamente deixam de  citar o jiu-jítsu. Preferem omití-lo a  situá-lo no seu merecido lugar. Se os  antigos mestres insistiam em manter as formidáveis  técnicas do jiu-jítsu em segredo permanente , era mais por  receio de que  se caíssem no conhecimento público seriam deturpadas  e banalizadas. O que presenciamos atualmente!

NO BRASIL. 

A introdução do jiu-jitsu no Brasil se deu por volta de 1917,  em Belém do  Pará, ocasião em que   Matsu Maeda, o  famoso Conde Koma, exímio lutador japonês que estava no Brasil em missão diplomática, travou conhecimento com a  família Gracie e passou conhecimento do verdadeiro jiu-jítsu aos irmãos  Gracie. Carlos  foi seu discípulo.

Cond Koma o introdutor  –      Helio Gracie                        o continuador iluminado.

No rio de Janeiro ,na década de 1920 passaram a   difundir o jiu-jítsu. Helio Gracie, embora de estatura  menor  e franzino tornou-se imbatível em lutas memoráveis. Mais tarde veio a ser o expoente máximo do Jiu-Jítsu no Brasil. Em 1975, Helio Gracie, juntamente com seus companheiros,  fundou a Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro, a primeira  organização, a  criadora das regras de cometiçaõ , das diretrizes  que dai em diante comandaria o jiu-jítsu esportivo brasileiro.

Em Minas  Geraiso (professor e posteriormente mestre) José Senador e seus companheiros, sob orientação  e apoio do Grande Mestre  Helio Gracie  fundou a   Federação Mineira de Jiu-Jítsu, a segunda entidade e únicas oficialmente reconhecidas pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) e Conselho Nacional de Desportos (CND).

           O JIU-JITSU EM MINAS GERAIS

Em Minas Gerais o Jiu-Jítsu integral, ou seja, o esportivo, o traumático e a  defesa pessoal, não eram praticados na sua verdadeira extensão. Somente alguns professores de academias de Judô repassavam  técnicas de defesa pessoal e dos traumáticos. Não havia ainda as regras do esportivo. Foi então que o Professor José Senador Rosa, a exemplo do Rio, fundou em 1975 a Federação Mineira de Jiu-Jítsu, sob orientação do Mestre Helio Gracie. As regras de competição  esportiva foram criadas pela Federação do Rio de Janeiro. A  Mineira foi reconhecida e oficializada, sob decreto em 1976 pelo então Ministro Jarbas Passarinho , Ministro da Educação e Cultura-e pelo Conselho  Nacional dos Desportos (CND), a exemplo da Federação Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro, tornando as duas únicas  Federações  oficialmente reconhecidas pelo MEC e CND.

     

 

 MESTRE JOSÉ  SENADOR ROSA 

O idealizador, criador , fundador (  1975) e  alicerce  da Federação Mineira de Jiu-Jitsu (F.M.J-J) .

 

 

OS PRESIDENTES DA  F.M.J-J  DESDE A SUA FUNDAÇÃO EM 1976

O 1º  Presidente  (1976) – faixa preta Geraldo Ourives Maia  em 1976.Um benfeitor da F.M.J-J
O 2º  Presidente ( 1977/1983) –  professor faxia preta  5º grau  José  Senador Rosa – o fundador.
O 3º  Presidente  (1984/2015) -professor  faixa  preta 4º Adair Alves de Almeida (tambem fundador)
O 4º Presidente (2016/2019)   – Professor  faixa preta 6º grau José Felix
O 5º Presidente (2020)  – Adair Alves de Almeida  ( reeleito) .                 

Desde o início a F.M.J-J. se alicerçou na disciplina e no respeito a hierarquia  das  faixas                                   

ADAIR ALVES DE ALMEIDA

Um dos 14  fundadores da F.M.J  e seu 3º  presidente de 1984 a 2015. Reeleito em 2020

Idealizador,fundador, 1º presidente  da Liga  Brasileira  de Jiu-Jitsu (LBJJ) em
1991, a primeira entidade nacional oficial do jiu-jítsu  no Brasil.

          

                                                                                     DOCUMENTO HISTÓRICO                                                                                                                      Em  9 de fevereiro de 1976, a  Secretaria  do Conselho  Nacional de  Desporto (CND) enviou  oficio  ao então
Presidente  da Federação Mineira de Jiu-Jítsu   comunicando-lhe:                                                                                                                                                                                                  

             “ Senhor Presidente :

Comunico a V.S.a para os devidos fins, de ordem do Senhor Presidente, que o Senhor Ministro
da Educação e Cultura homologou em 12 de janeiro de  1976 o Parecer nº  20/75 do C.N.D. que
aprovou o Estatuto  da Federação Mineira de Jiu-Jítsu, tendo o referido despacho sido publicado
no Diário Oficial da União  em 21 de janeiro de  1976. Atenciosas
Afonso Costa. Secretario.                                                                            

OS FUNDADORES DA  FMJ-J  cujos nomes  constam e permanecem indelével  no Estatuto  original aprovado,como abonadores na criação da Federação Mineira de Jiu-Jítsu  foramAdair Alves de Almeida, Alcebíades Ferreira Filho,  Carlos Alberto das Neves,  Célio Mariano Batista , Carlos Antonio da Silva, Delvair Pinto de Aguiar, Estevão de Mesquita Gomes, Geraldo Fernandes Ourives Maia, Grego Aniceto Catambi, Hamilton Lagares Cortes, José Senador Rosa,  Jonas dos Santos Amalhio,  Leonardo Dutra Vasconcelos, Lúcio Alves da Silva, Odair  Oianes Pinto,  Paulo César Lisboa,  Selênio Oliveira Neves,  Takeo Yano  e  Vicente Gonçalves.

   UTILIDADE PÚBLICA – Em  1979,o então Prefeito de Belo Horizonte,Mauricio Campos, homologou a lei  3094 em 30 de julho de 1979 tornando a Federação Mineira de Jiu-Jitsu em  entidade  de Utilidade Pública.

 

A  FEDERAÇÃO ( F.M.J-J)

     A Federação Mineira de Jiu-Jítsu,entidade regional de administraação de desporto,pela força do reconhecimento oficial do seu estatuto, é considerada  a entidade  com autonomia para representar oficialmente o Jiu-Jítsu mineiro e realizar o Campeonato  Estadual Mineiro de Jiu-Jitsu. Do campeonato oficial participam as equipes portadoras do alvará do FMJ-J do ano em curso.  O campeonato estadual  e  anual  compõe-se de 5 etapas, regularmente  inicia em março e termina em novembro.  Os  pontos obtidos pelas equipes  em cada etapa  acumulam-se  para a grande final  no mês de Novembro. Na  ocasião , a equipe  que somar o maior número de medalhas de ouro,prata e bronze   em cada etapa, em  todas as  categoria de idade ,faixa e peso  recebe troféus: ouro -1º lugar-campeã da etapa,  prata 2º lugar e bronze 3ª lugar .Medalhas de ouro,prata e bronze , para os competidores ,entretanto,até os 12 anos de idade todos recebem medalhas de ouro  com incentivo . Na 5º eta- final do campeonato estadual do ano , a equipe que conquistou o maior numero de troféus de ouro,prata e bronze  é considerada a campeã   absoluta do ano  e recebe a TAÇA MINAS GERAIS  DE JIU-JITSU. Em 2019 foi entre a  45ª  TAÇA MG .Todos os participantes, equipes,atletas competidores , corpo arbitral e auxiliar alem de outros, recebem  certificados outorgadas  pela  entidade.                     

                                                                                                                                             

                O PRIMEIRO INTERESTADUAL    MINAS X RIO

Graças aos entendimentos com Silvio Pereira , o Presidente da Liga Niteroiense  de Jiu-Jitsu .

Em 1985, professor Adair fez contato com   o então presidente da Liga Niteroiense de Jiu-Jítsu, Silvio Pereira  e manifestou interesse  numa competição entre os dois estados. Prontamente Silvio Pereira acatou a ideia  e o primeiro evento logo aconteceu em Belo Horizonte no Ginásio do Mineirinho, contando com presença de renomados professores árbitros e lutadores do Rio, dentre eles Rickson Gracie  prestigiando o primeiro encontro. No ano seguinte o 2º Rio x Minas em Niterói no Ginásio Caio Martins,  o 3º em Belo Horizonte e o 4º em  Niterói.  Uma  memorável jornada.

                    

   SURGE A PRIMEIRA ENTIDADE NACIONAL               

Neste  Brasil continental haviam somente duas federações oficialmente reconhecidas. O professor Adair  se incomodava  porque sem  uma  Confederação Brasileira  o Jiu-Jítsu não teria maior expansão. Fez contatos no Rio, criou um  projeto do estatuto  inicial da Confederação. Em pouco tempo juntamente com alguns  abnegados membros da Federação Mineira foram ao Rio de Janeiro, para uma reunião com professores renomados daquele estado. Argumentou sobre a necessidade da criação da Confederação. E apresentou o  ante projeto da nova entidade, que poderia ser modificado. Não houve interesse da maioria dos professores do Rio em fundar  uma Confederação. Não obstante, o  professor Carlson Gracie  sugeriu  eleger o professor Adair, o idealizador, como primeiro presidente. Adair recusou, convicto de que a  Confederação deveria estar sob comando de  um  nome mais conhecido e mais experiente.

Tendo permanecido o impasse, o professor Adair então prometeu que, se o Rio não fundassem a Confederação, ele  estava disposto a criar uma Liga Nacional de Jiu-Jitsu. A ideia da Liga desagradou mais. Adair aguardou o prazo estabelecido por ele .  Até  que em 1991 aconteceu  em Belo Horizonte três encontros  entre professores de vários estados, e  no  terceiro (3º ) em 13 de julho, reunidos em assembléia na sala 413 do Mineirinho, fundou-se a Liga Brasileira de Jiu-Jítsu (LBJJ), seu estatuto, seu Código Disciplinar e  seu Regimento Interno.

Empossado como presidente  provisório Adair Ales de Almeida e vice Célio  Caneca (Rio).  Entre os presentes criou-se a primeira diretória nacional do jiu-jitsu. São considerados fundadores da LBJ-J do Amazonas, Pedro Raimundo Gama Coelho. Do Distrito Federal Carlos Alberto Ferrão. Do Espírito Santo Levi Tesch. De Goiás Paulo César Lisboa. De Minas Adair Ales de Almeida, Carlos Renato  Silva, Fidelis Dias de Resende, Hilton Leão da Silva, João Andrade Batista, Jose Adilson Ferreira, José Felix, José Guillermo Ferreira, José dos Santos de Paula, Jurez Patrício, Juvenil Pereira de Souza, Maria Socorro A.Ruas, Mauricio Antonio Raimundo, Raimundo Antonio Cristiano e Rui Diniz Ferreira. Do Rio de Janeiro  Amélio  Arruda Câmara, Anselmo Luiz Silveira  Paes, Cirilo da Costa Azevedo, Cirval Justino da Silva, Evilasio Veloso Ribeiro, Evilásio Carvalho Veloso, Lênio Veríssimo, Orlando Santiago Barradas e Silvio Pereira. De São Paulo Moises  Rodrigues S. Muradi, Osvaldo Carnivalli. Os Grandes Mestres Carlos Gracie e Helio Gracie    foram  considerados patronos  da nova  entidade .

   O Professor Adair foi o mentor  até o 8º  interestadual realizado em  Teresópolis, quando em reunião  com os  professores  anunciou que não poderia continuar,pois os  trabalhos  na Federaçaõ Mineira de Jiu–Jitsu e na Liga Brasileira estavam lhe minando as forças,e continuaria  prestando serviço a Federação . Então elegeram o Professor Hilton Leão da Silva cono presidente  da LBJ-J .

DIVISÕES DO JIU-JITSU     (F.M.J-J)

 O JIU-JITSU ESPORTIVO, objetiva a renúncia do adversário e nele predomina as chaves, estrangulamentos, quedas. raspagens e as colocações. Quando a vitória não se consegue pela renúncia do adversário, será pelos pontos obtidos e na falta destes as vantagens dentro do tempo de luta estabelecido. Porém numa competição de Jiu-Jítsu não há empate.

ATEMIS DOS 13 PONTOS – Os  golpes traumáticos tais como as cotoveladas, socos, golpes com as mãos, com os pés, nos lugares permitidos e a distância. Se um cair o outro poderá tentar montada ou,joelho,outras técnicas. No caído não  poderá haver pancadas . No caida inicia-se a esportiva ,porem ,se o caída fizer uma defesa,seja  do joelho,da montada  a  luta reinicia em pé. Ao completar  3 minutos encerra-se a luta. Entretanto ,se em 3 minutos não houver nenhum ataque nem tentativa os dois podem ser  desclassificados. Trata-se do ATEMIS DOS 13 PONTOS- golpes de pés e mãos acertando o alvo 2 pontos. Defesa de um chute com agarramento e queda -3 pontos .No rosto somente mão aberta . Mão fechada somente no peito,não valendo nas costa  nem na lateral,assim como os chutes.Golpe proposital abaixo da cintura  pode desclassificar.

  O competidor que primeiramente fizer 13 pontos ganha a luta.
Pontos e regras estão contidas no Regulamento Próprio do Atemis.

 

DEFESA PESSOAL é o Jiu-Jitsu integral, onde todas as técnicas são permitidas para desarmar, vencer, subjugar o adversário e/ou atacante. O treinamento será de kimono e também de calção simplesmente. Na academia é aconselhável  aprimorar estas técnicas nos alunos da faixa azul  em diante .

PREMIAÇÃO – Premiação / Pontos.

As disputas são por categoria de idade, faixa e peso. Tanto para o competidor individualmente, quanto para a equipe a contagem dos pontos será: ouro  = 9 pontos, Prata = 4 pontos e Bronze= 2 pontos. A simples participação de uma equipe  lhe garante 01 ponto de participação. Também o competidor se classifica  no ano como o melhor  na sua categoria de  idade, faixa e peso.As questões envolvendo as equipes filiadas e competidores são resolvidas pelo CONARS,se necessário em  julgamento  pelo Tribunal de Justiça Desportivo,que é composto por 7 advogados,sendo quatro  por parte da Federação e três indicados pela O.A.B  .Os não filiados mas praticantes do jiu-jitsu em Minas  podem ser atingidos pelo TJD e se necessário  encaminhados a  justiça comum.

GRADUAÇÕES E CATEGORIAS 

A FMJ-J adotou  as seguintes faixas de acordo com a idade do atleta-masculino e feminino:
Categoria Mirim de 6 a 7 Anos – Faixa Branca e Azul Clara (e a cinza). Categoria Infantil de 10 a 12 Anos – Faixa Branca e Amarela . Aos 10 anos inicia  amarela e laranja até os 13 anos.
Categoria Infanto Juvenil -13 a 15 Anos :Faixa Branca, Amarela, Laranja e Verde;
Categoria Juvenil 16 e 17 Anos – Faixa Branca, Amarela, Azul e Roxa.

A  faixa  diferenciada  da CBJJ  se iguala ao da  FMJ- J   pela idade.

Categoria Adulto Estreantes. Faixas brancas e amarelas de 18 anos em diante. Adulto Junior: de 18    a 29 anos  -faixas  azuis,roxas,marrons e pretas ;  Adulto máster 1 de 30 a 35 anos ; Máster 2 de 3036 a 40 anos ; Máster 3–  de 41 a 45 anos; Máster 4 -de 46 a 50 anos ; Máster 5 – de 50 a 55 anos ; Máster 6– de 56 a 60 anos –faixas azuis,roxas, marrons e pretas. Todas s faixas coloridas ostentam até quatro gomos brancos (graus) costurados sobre a tarja preta numa das pontas a   e quando amarrada a tarja preta fica  para a esquerda do corpo. Somente após receber o 4o. grau  faixa é que se poderá receber a faixa seguinte ,  e sob exame na própria academia, isto  até o 4o. grau da  faixa marrom. O instrutor  faixa preta até 2º grau   , individualmente não tem autonomia para conceder faixa, na escola que leciona jiu-jítsu ,quando o fizer terá a presença do professor  supervisor ( 4º grau em diante ). A faixa ou grau concedida   por academia  não filiada a FMJ-J não é por ela reconhecida. Entretanto o portador de carteira de faixa preta da Confederação, da Liga Brasileira ,de Federação de outro estado ,pode se filiar a FMJ-J como faixa preta lutador  (desde que esteja residindo e domiciliado em território mineiro ) e desde que comprove a carência minima de militância no jiu-jitsu que é 5 anos no mínimo.

Porem, se desejar  receber diploma da Federação  terá de se submeter a exame frente a Banca Examinadora compostas por membros do CONARs    Há casos excepcionais, que exigem abono do Conselho Superior Arbitral da FMJJ. Também a filiação de maneira comum, somente é permitida até a faixa azul lisa. Acima desta para se filiar terá de haver comprovação de militância através de certificado concedido por entidade competente     ( Confederação, Liga , Federação legalmente constituída ).

Categoria de  Pesos 

São considerados  agora pela FMJ-J , para efeito de competição :Peso galo, pluma,pena,leve,  médio,meio pesado,pesado,super pesado e  pesadíssimo .

    O Traje                     

O traje para a luta  na F.M.J-J é o tradicional  quimono  trançado, inteiramente branco,ou azul,ou preto.   .

 

                  Faixa Preta

 A  faixa preta  se concedida por academia ,ou professor  individualmente, não  pode ser reconhecida pela F.M.J-J. somente  pode ser outorgada por  entidade reconhecida e oficializada como Confederação Brasileira de Jiu-jitu (CBJ-J) ,Liga a Brasileira de Jiu-Jitsu (LBJJ e Federação Mineira de Jiu-Jítsu (F.M.J-J ) em Minas  Gerais .  Atualmente a faixa preta  pode ser outorgada pela Federação aos 20 anos de idade , mas continua um mínimo de 05 anos de militância comprovada e outros requisitos essenciais.  o tempo de ausência da federação é descontado   da soma do temo de carência ,para qualquer grau.

O exame para a faixa preta lisa ( lutador ) , para o 1º   e   2º  grau ( professor estagiário ) e para 3º grau ( professor )  se faz as vistas da Banca Examinadora,composta  de 4 a 7 membros da Escola de Oficias de Jiu-Jitsu da Federação (todos  membros do CONARS- Conselho Superior da FM.J-J) ).Nota mínima 60 pontos .  Vale ressaltar que do  4º grau em diante  não se  exige mais o  exame , mas uma reciclagem, pois  a concessão se faz pelo tempo e merecimento .

No ano,cada serviço prestado a federação garante dois(2) pontos em caso de não atingir  o mínimo de 60 pontos, seja como árbitro,lateral e outros.

 

Metodologia de Ensino 

Assim como as demais artes marciais e lutas  tem a sua metodologia de ensino ,a FMJ-J  seguindo uma orientação do Mestre Helio Gracie,desenvolveu  a sua   metodologia de ensino e exame de faixas    orientando-se por ordem numerológica (  numeração das técnicas ) ,  desobrigando a  nomenclatura japonesa nos exames . Alem de condicionar  o ensino a certo numero de técnicas para cada faixa, em ordem crescente  até o 3º grau da preta.

Com o surgimento da Confederação, de entidades paralelas, de instrutores  oriundos de outros estados, portadores  fr metodologia diferenciada , surgiu com aqueles e os mais diversos interesses e propósitos  , até mesmo o  ensino  de técnicas avançadas ao iniciante faixa branca . Alguns professores mantém a didática , que é cobrado por eles e pelos supervisores mais compromissados no momento do exame para a troca da faixa até a marrom. Entretanto , não ha complacência para o  aspirante a faixa preta , ao buscar a sua graduação frente a Banca Examinadora. Muitos  preferem  buscar a faixa preta onde não  existe uma metodologia  nem  Banca Examinadora ,e o critério adotado é  que   seja bom  lutador . O ideal é que o aspirante a próxima faixa esteja imbuído das duas coisas, saber lutar e conhecer a metologia .Por isso ,conforme a ficha curricular do lutador,ele  recebe  de abono 02  pontos por etapa competida ao buscar o exame para preta.

Em qualquer caso  ha  necessidade do professor  ensinar ao  seu aluno que para  se chegar ao topo de uma escada ,a subida  dever ser pacientemente ,degrau por degrau. Esta subida pode  ser a mais demorada e cansativa,porem é a mais correta , a mais segura .

OS SETE ( 7 ) PRINCÍPIOS          

Nada mais são que  a demonstração de retidão e dignidade , e que deveriam estar presentes na vida de todas as pessoas norteando os seus passos . Espera-se que o adepto da arte marcial em especial  seja portador destes princípios, o que nem sempre ocorre , devido ao caráter de individuo e outros motivos  diversos . Os Sete Princípios são :   Coragem.Decisaõ.Disciplina.Humildade.Lealdade.Respeito.Sinceridade.  O jiujituska da FMJ-J ,ao receber seu diploma de faixa preta, presta juramento público destes princípios. Não obstante, nem todos são capazes de  cumpri-lo .

A POSTURA  DOS  SETE  GESTOS .    Associar certos  gestos indispensáveis a concentração   para  ser possível tornar  físico mente  numa  única força , ainda é praticamente segredo entre os jiujitsukas .Estes gestos são os portais que permitiria impregnar-se ,mesmo momentaneamente , de  poderes que emanam das forças naturais  (agua,terra,ar ) tornando-as aliadas , e  possibilitando o alargamento dos limites dos cinco sentidos. O controle do sistema respiratório, do sistema nervoso ( até mesmo contra a dor ) ,do sistema muscular ( para a força e a flexibilidade ) e tantos outros em beneficio próprio . Entretanto o jiujituka teria um longo caminho a percorrer na tentativa de alcançar tais privilégios. Praticamente impossível com o treinamento que lhes é oferecido , tornando-os  preocupados somente com o aspecto físico da luta .

O curioso e há testemunho de  pessoas que mesmo inconscientes dos Sete Métodos, vivem  e agem como se deles  tenham consciência e domínio completo.

 

 Como vincular uma academia a Federação

Preenchendo  o impresso de requerimento, apresentar a relação dos nomes que formarão a diretoria: Presidente,vice presidente,secretario,tesoureiro,relações públicas , diretor técnico ( um faixa preta , registrado na Federação Mineira, já que a atividade está ocorrendo em território mineiro ) ,o supervisor  da equipe ( preta do 4º grau em diante ) .Uma vez formado a diretoria , feita a  reunião da Ata de fundação, colhido as assinaturas dos membros que irão dirigir a equipe por quatro (4) anos  os papeis são entregues a Federação .Naõ pode fazer parte da diretoria; 1)- os estrangeiros  ,exceto  os  que comprovadamente  ja tiverem  a cidadania brasileira ; os impedidos pela justiça; os incapazes; os  menores de 18 anos . De posse do  alvará  a equipe deixa de ser clandestina ou paralela, e torna-se amparada pela FMJ-J . Salienta-se que  o alvará da F.M.J-J.  diz respeito a legalização da  equipe de jiu-jitsu  naquele local ,mas  não  substitui o alvará de localização da Prefeitura,quando exigido, nem dá cobertura a outras modalidades esportivas porventura ali praticadas .

ALVARÁ  DE  DEPENDÊNCIA

È concedido a equipe que possui filial. È  um documento  importante. Nele consta o nome, a foto e a assinatura  do designado  e responsável  pela dependência naquele local  (  faixa marrom ou preta ) Nele esta o  endereço  correto daquela dependência, rua,bairro,cidade . E confirmando a legalidade estão as assinaturas do titular da equipe e da presidência da F.M.J-J. . Desde  2007 nas carteiras dos filiados consta  a  Dependência da Equipe , a qual esta vinculado .

                                                                                                                                    Adair Alves de Almeida – F.M.J-J.

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