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              AO ASPIRANTE AO CINTURÃO NEGRO DO JIU-JITSU.

            Considerações tecidos pelo Mestre Adair Alves ao aspirante a faixa preta .
      Continuadamente recordo  ao  que  se propõe ao exame para obter o cinturão negro do jiu-jitsu  para, primeiramente,  ter em mente que  a faixa preta  é   um privilégio, um  prêmio a soma dos esforços e tenacidade ao longo de vários anos se submetendo a intenso  treinamento . Procurou ele  conhecer  o  jiu-jitsu  de forma   integral ,ou seja ,  o esportivo  , o traumático .e a defesa pessoal. Aliem-se este extraordinário conhecimento a autodisciplina e ter-se-á um  jiujitsuká  notável , um competidor respeitável,  um instrutor  exemplar . Este comportamento por certo acompanhará o jiu-jitsuká no dojo e fora dele, no seu dia a dia, diferenciando-o um pouco do  seu semelhante 
Embora o portador da faixa preta seja uma pessoa como outra qualquer, passa a ser visto como  diferente, possuidor de dotes  incomuns. Dai a necessidade dele policiar o seu próprio comportamento. 
A paciência, o controle emocional são dons que qualquer pessoa deveria cultivar, principalmente os jiujitsukás. Entretanto, mesmo alguns  elevados não podem demonstrar porque não o possuem  Evidentemente isto advém mais do próprio gênio que de uma má formação ou de um treinamento inadequado.
      Entretanto o vicio que submete e degrada , a arrogância que pode levar a se considar melhor quer seu semelhante ,a  mentira e a desonestidade ,são atos  que não poderiam  estar aliados ao portador da faixa preta. Infelizmente  alguns  portadores do cinturão negro não se livraram de alguns deles . È ai  que está situado o equívoco , o perigo para  quem  pretende se espelhar num faixa preta   sem caráter firme .
.Entretanto, se nem todos os portadores do cinturão negro,ou alem dele,  conseguem ser exemplares, pelo menos que sejam   humildes ao ponto de reconhecer os  erros e se  desculpar frente a qualquer um em qualquer situação.
Normalmente o faixa  preta quer ir alem, ser um instrutor, um  professor, e quiçá um mestre. Não obstante, nem todos os bons lutadores serão bons  professores ou mestres  e vice versa ,        
 O mérito esta na coragem buscar e poder ostentar o seu  importante  diploma .Assim , formulo sinceros  votos de sucesso continuado ao aspirante  que ora recebe a sua graduação, e que a seriedade  das suas  intenções possa  acompanhá-lo ao longo da sua vida.  Mestre Adair Alves de Almeida. 2005       

       TORNEIOS PARALELOS SÃO DE PROFISSIONAIS DO JIU-JÍTSU?

A premiação concedida aos atletas competidores do esporte amador seguem o principio olímpico , troféus e medalhas de ouro,prata e bronze. Quando a vitoria envolve premiação em dinheiro, desvirtua-se este principio. A competição deixa de ser amadora,torna-se profissional .
Os torneios e campeonatos de jiu-jítsu anunciados ,que pagam premiação em dinheiro aos competidores, buscam atrair competidores para os seus fins lucrativo .Naõ é uma entidade esportiva mas empresa comercial . Portanto sujeitos a todos as normas impostas pelo Código Comercial .
Não se trata mais de esporte amador,amparado pelas leis que regem o assunto ,mas de empreendimento comercial, profissional .As secretarias de esportes municipais e estaduais  devem  ficar atentas a isto ,antes de oferecer verbas e patrocínios a eventos desta natureza.
As confederações,ligas e federações ,reconhecidas como entidades de administração de desporto regional ou federal, existem para organizar o esporte . Especialmente elas devem se atentar para este fato,ou não estarão cumprindo seus deveres .
Em nosso caso o dever é para com o jiu-jítsu , esporte amador especializado.
Em Minas Gerais,em tempos idos , torneios e campeonatos paralelos ou clandestinos de jiu-jitsu praticamente inexistiam , e não  eram  prejudiciais ao calendário da Federação. Se isto ocorresse            havia  contestação e transferidos para outra data . Atualmente as  Federações esportivas perderam seus poderes  para contestar  e sofrem prejuízos de toda ordem . Enquanto a lei esportiva não mudar  certos  artigos continuam as federações  com dificuldades  para reorganizar o que anda bastante confuso e prejudicial ao esporte amador.
Os torneios paralelos e os clandestinos, com fins lucrativos ou naõ, pouco ou nada nada contribuem para a organização do esporte amador, ao contrario !                                          

O COMPETIDOR “PRATA DA CASA” 

Uma boa quantidade dos nossos competidores de jiu-jitsu não medem esforços para saírem de Minas e viajar, competir noutras paradas. Vão em busca que quaisquer competições,sejam elas paralelas,clandestinas , seja  campeonato brasileiros, sul americano, mundial e outros, promovidos por entidade oficializadas ou não .O que interessa é participar por ai !
Ao retornarem alguns se afastam do campeonato mineiro, seja por falta de recursos, consumidos pelas despesas com a jornada e participação, seja por orgulho e vaidade , talvez porque  mesmo  o santa da casa  fazendo milagres  naõ acreditem nele !
Felizmente  muitos continuam assíduos ,participativos. lutam lá mas não deixam o prata da casa.Procuram mostrar o valor acrescido com a experiencia adquirida naquelas competições. Portadores de medalhas conquistadas até no exterior,com direito se sentem orgulhosos, mas não se tornaram esnobes .Muito menos vaidosos ao extremo de se tornarem ausentes, intimidados com a possibilidade de perder luta em casa e salpicar suas conquistas, suas imagens.
Estes  se esquecem que o caráter, a personalidade vai se fortalecendo pelas conquistas obtidas  como pelas derrotas sofridas ao longo da vida.
Em dojos estranhos eles não retiram do kimono o escudo da sua equipe nem o da federação, fazem questão de ostentar a sua origem, a sua cidade, o seu estado, o seu pais. São patriotas!
Estes atletas fazem parte da seleta ordem dos competidores “Prata da Casa”, aqueles nos quais a federação pode contar, em qualquer eventualidade.

ESPORTE,SONHO,REALIDADE

A importância do esporte é reconhecida universalmente e sua prática raramente deixa de beneficiar o seu praticante com uma boa saúde física. Todos os esportes são bons e o seu uso benéfico depende de como praticá-lo e a sua finalidade. E não há idade para iniciar e se manter nele. Para os mais jovens o esporte competitivo é o ideal, para crianças e os mais idosos o esporte como laser é mais salutar. Não obstante, no jiu-jítsu e noutras modalidades há competidores homens e mulheres com até mais de 60 anos em pleno vigor da prática, disputando e conquistando  medalhas, sem  causado danos a si nem a outros , ao contrario!
A satisfação na conquista de uma medalha, conseguida através do treinamento árduo e continuado; O temor de perder a competição; o dissabor ao ver seu oponente portando a medalha que poderia estar no seu peito logo passa. A esperança de ser o ganhador na próxima é maior que a frustração daquele instante. Numa competição não há perdedores, somente ganhadores. O simples fato de ter participado coloca o competidor num plano superior, diferente, especial.
Vitória e derrota devem ser tratadas com o mesmo respeito. A vitória não deve proporcionar demasiada vaidade e orgulho, assim como a derrota não deve causar inconformismo nem desânimo. O mais difícil numa competição não é a derrota em si, mas saber enfrentá-la com serenidade. O melhor entre os melhores sempre encontrara um ainda melhor. É a lei natural das coisas.
Quem perde uma luta também deve ser parabenizado. Entretanto aquele que se desculpa dizendo que perdeu porque estava muito ruim deve ser corrigido, pois deveria ter dito “entrei para ganhar, mas perdi, o meu oponente foi melhor”. Este soube perder com dignidade. Com certeza continuará competindo em busca da sua vitória.
“Seja como for o esporte não poderia deixar de atrair, pois fomenta sonhos, proporciona
alegria incomparável e edifica a esperança”
A importância que alguns dizem dar ao esporte,não se iguala à importância dada a ele pelos que o praticam, e aos que permitiram ao esporte  fazer parte de suas vidas .
                                                                                     Mestre Adair Alves de Almeida