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TORNEIOS PARALELOS SÃO DE PROFISSIONAIS DO JIU-JÍTSU?

A premiação concedida aos atletas competidores do esporte amador seguem o principio olimpico , troféus e medalhas de ouro,prata e bronze. Quando a vitoria envolve premiação em dinheiro, desvirtua-se este principio. A competição deixa de ser amadora,torna-se profissional .

Os torneios e campeonatos de jiu-jítsu anunciados ,que pagam premiação em dinheiro aos competidores, buscam atrair competidores para os seus fins lucrativo .Naõ é uma entidade esportiva mas empresa comercial . Portanto sujeitos a todos as normas impostas pelo Código Comercial .

Não se trata mais de esporte amador,amparado pelas leis que regem o assunto ,mas de empreendimento comercial, profissional .As secretarias de esportes municipais e estaduais devem ficar atentas a isto ,antes de oferecer verbas e patrocínios a eventos desta natureza.

As confederações,ligas e federações ,reconhecidas como entidades de direção de desporto,regional ou federal, existem para organizar o esporte . Especialmente elas devem se atentar para este fato,ou naõ estarão cumprindo seus deveres .

Em nosso caso o dever é para com o jiu-jítsu , esporte amador especializado

Em Minas Gerais, torneio e campeonato, amador ou profissional de jiu-jítsu, se prejudiciais ao calendário da Federação serão contestado por todos os meios, incluindo a justiça comum e o Tribunal de Justiça Desportivo,se for o caso.

Os torneios paralelos e os clandestinos, com fins lucrativos ou naõ, nada contribuem para a organização do esporte amador, ao contrario !

29 de junho 2011

 

O COMPETIDOR “PRATA DA CASA” 

Uma boa quantidade dos nossos competidores de jiu-jitsu não medem esforços para saírem de Minas e viajar, competir noutras paradas. Vão em busca dos campeonatos brasileiros, sul americano, mundial e outros, promovidos por confederação internacional e confederações brasileiras.

Ao retornarem alguns se afastam do campeonato mineiro, seja por falta de recursos, consumidos pelas despesas com a jornada e participação, seja por orgulho e vaidade.

Entretanto a maioria continua participativa, assidua, procurando mostrar o valor acrescido com a experiencia adquirida naquelas competições. Portadores de medalhas conquistadas até no exterior,com direito se sentem orgulhosos, mas não se tornaram esnobs .Muito menos vaidosos ao extremo de se tornarem ausentes, intimidados com a possibilidade de perder luta em casa e salpicar suas conquistas, suas imagens.

Estes sabem que o caráter, a personalidade vai se fortalecendo pelas conquistas obtidas e pelas derrotas sofridas ao longo da vida.

Em dojos estranhos eles não retiram do kimono o escudo da sua equipe nem o da federação, fazem questão de ostentar a sua origem, a sua cidade, o seu estado, o seu pais. São patriotas!

Estes atletas fazem parte da seleta ordem dos competidores “Prata da Casa”, aqueles nos quais a federação pode contar, em qualquer eventualidade.

 

ESPORTE,SONHO,REALIDADE

A importância do esporte é reconhecida universalmente e sua prática raramente deixa de beneficiar o seu praticante com uma boa saúde física. Todos os esportes são bons e o seu uso benéfico depende de como praticá-lo e a sua finalidade. E não há idade para iniciar e se manter nele. Para os mais jovens o esporte competitivo é o ideal, para crianças e os mais idosos o esporte como laser é mais salutar. Não obstante, no jiu-jítsu e noutras modalidades há competidores homens e mulheres com até mais de 60 anos em pleno vigor da prática, disputa e conquista medalhas, sem ter causado danos a sia eles, ao contrario!

A satisfação na conquista de uma medalha, conseguida através do treinamento árduo e continuado; O temor de perder a competição; o dissabor ao ver seu oponente portando a medalha que poderia estar no seu peito logo passa. A esperança de ser o ganhador na próxima é maior que a frustração daquele instante. Numa competição não há perdedores, somente ganhadores. O simples fato de ter participado coloca o competidor num plano superior, diferente, especial.

Vitória e derrota devem ser tratadas com o mesmo respeito. A vitória não deve proporcionar demasiada vaidade e orgulho, assim como a derrota não deve causar inconformismo nem desânimo. O mais difícil numa competição não é a derrota em si, mas saber enfrentá-la com serenidade. O melhor entre os melhores sempre encontrara um ainda melhor. É a lei natural das coisas.
Quem perde uma luta também deve ser parabenizado. Entretanto aquele que se desculpa dizendo que perdeu porque estava muito ruim deve ser corrigido, pois deveria ter dito “entrei para ganhar, mas perdi, o meu oponente foi melhor”. Este soube perder com dignidade. Com certeza continuará competindo em busca da sua vitória.

 

“Seja como for o esporte não poderia deixar de
atrair, pois fomenta sonhos, proporciona
alegria incomparável e
edifica a esperança”

A importância que alguns dizem dar ao esporte,não se iguala à importância dada a ele pelos que o praticam, e aos que permitiram ao esporte tornar esporte fazer parte das suas vidas

Prof. Adair Alves de Almeida