HISTÓRICO              (Organizado p/ Mestre Adair Alves)

 

A  História do Jiu-Jitsu

                 Organizado pelo Mestre Adair Alves.  Revisto em 2015

O jiu-jítsu a arte suave da defesa pessoal invencível, a mais antiga  e mais completa das artes marciais, teve suas origens na Índia nos tempos de Bodhidharma. Naquela época os discípulos do budismo enfrentavam os ataques dos malfeitores nas suas peregrinações. Sentiam necessidade de se defenderem, sem macular, com violência, os princípios éticos da sua seita. Assim criaram  as técnicas do corpo a corpo, que dispensava o uso de armas, o Yoshie Ryu batizado pelos japoneses como Jiu-Jítsu,"a arte suave" e considerada a mais completa das artes marciais. Utilizavam também o vara pau (jiu-jítsu). Da Índia chegou à China através dos monges budistas,  para se defenderem dos malfeitores. É tão antiga esta forma de luta que tem-se noticia de combate desta modalidade já no ano 230.AC. O jiu-jítsu esta presente nas demais formas de lutas conhecidas e praticadas também hoje em dia, pois, de uma forma ou de outra, todas elas utilizam  técnicas do jiu-jítsu. 

Conta a história que a introdução do jiu-jítsu no Japão teve lances pitorescos, embora com sabor de lenda tenha aspectos verdadeiros: "Um pequeno monge de nome  Chen Yung Ping, oriundo da china, culto e letrado, instalou-se em 1650  no templo Kokushi nas proximidades da cidade de Edo (hoje Tókio)  com a finalidade de ensinar a filosofia e a caligrafia chinesa aos mais ilustres do Japão. No seu templo Kokushi, o monge  somente era visto nos momentos que lecionava. A época era feudal e o governo militar Shogum, que se cercava de habilidosos samurais, versados em todas as artes de guerra. A  região também era freqüentada por  malfeitores de toda ordem.

Certa vez, o bonzo, pequeno e frágil, voltava de uma visita e fora persuadido a aceitar escolta pelo adiantado da hora, tardia e escura noite. Embora recusando foi acompanhado de três "cachis", samurais inferiores - a pé.  Em certo lugar do trajeto foram atacados  por diversos malfeitores, e os "cachis" lutaram bravamente. Entretanto foram desarmados pelos malfeitores e vencidos. Quando tudo parecia estar perdido  testemunharam o incrível: o  frágil bonzo atirou-se sobre os bandidos  e em luta encarniçada desarmou e derrubou um a um, colocando-os em fuga. Maravilhados os "cachis" não deram mais sossego ao monge, rogando os ensinamentos  de tão poderosa arte.  O mesmo  recusava,  buscando fazê-los  entender que aquela arte não era para os espíritos fracos, mas para os de alma forte. Mas tanto rogaram  até que foram atendidos e admitidos como discípulos.

Tempos depois cada um estava formado numa das modalidades  que compunha a arte. Um especializou-se na técnica das projeções, outro na técnica das luxações e dos  estrangulamentos, o terceiros nos  golpes aplicados nos pontos vulneráveis do corpo (os atemis), e lá foram, pelo Japão a fora,  ensinando a  poderosa  arte marcial ainda desconhecida ali."  

Já no século 19 apareciam as primeiras espingardas pederneiras, levadas ao Japão pelos portugueses  e assim foi diminuindo o interesse popular pelas armas brancas e pelas modalidades de lutas. Somente os samurais ficaram fiéis. Os especialistas em jiu-jítsu viram-se obrigados a ministrar aulas  para sobreviverem, que juntamente com uma elite e as forças armadas permitiram a continuidade do jiu-jítsu. 

Com a abertura dos portos japoneses ao ocidente e em vistas das constantes rixas com  os marinheiros americanos, avantajados no seu tamanho, mas sempre perdedores nas lutas contra os pequenos japoneses porem conhecedores dos segredos do jiu-jítsu, e na iminência de verem a sua arte também dominada pelos estrangeiros, resolveu o governo japonês proibir o jiu-jítsu, nem mesmo a simples publicação, e quem transmitisse  aos estrangeiros  seria penalizado como por crime de lesa-pátria.

Em meados de 1877 com o início da entrada da cultura ocidental, o funcionário publico Jigoro Kano estudante das artes secretas  do  jiu-jítsu com o  renomado professor Hachonosuke Fokunda, da escola Tenji-Shinyo Ryo (na escola Coração de Salgueiro), ficou encarregado de desenvolver  uma modalidade que assemelhasse com o jiu-jítsu e que não deixasse transparecer as técnicas eficientes e secretas da nobre arte.  Dai surgiu o chamado "Estilo Kano" de jiu-jítsu, posteriormente o judô. Iniciava, desta maneira o desmembramento do jiu-jítsu, surgindo diversas outras artes marciais. Entretanto naquele século XIX os judocas já haviam introduzido, secretamente, técnicas do jiu-jítsu no judô e que era o Goshin-jitsu.

Como esporte competitivo sem uso de força maior o jiu-jítsu tem como base as leis da física: o sistema de alavanca. Movimento, força, desequilíbrio, centro de gravidade. O Sumô, prática antiqüíssima, usa a queda pelo desequilíbrio; o kem-po-jitsu, de remota época é a aplicação dos golpes traumáticos, como o atemi do jiu-jitsu. Do kempo nasceu o boxe chinês, chegando à ilha de Okinwa, onde a cerca de 300 anos passou a chamar-se karatê-jitsu.

Curioso é que, não obstante todas as modalidades de artes marciais e lutas de uma maneira ou de outra utilizarem técnicas do jiu-jítsu, aqueles que escrevem sobre elas estranhamente deixam de  citar o jiu-jítsu. Preferem omití-lo a  situá-lo no seu merecido lugar. Se os  antigos mestres insistiam em manter as formidáveis  técnicas do jiu-jítsu em segredo permanente , era mais por  receio de que  se caíssem no conhecimento público seriam deturpadas  e banalizadas. O que vem acontecendo atualmente!

                             No  Brasil 

A introdução do jiu-jitsu no Brasil se deu por volta de 1917,  em Belém do  Pará, ocasião em que   Matsu Maeda, o  famoso Conde Koma, exímio lutador japonês que estava no Brasil em missão diplomática, travou conhecimento com a  família Gracie e passou conhecimento do verdadeiro jiu-jítsu aos irmãos  Gracie. Carlos Gracie foi seu discípulo.

No rio de Janeiro na década de 1920 passaram a difundir o jiu-jítsu. Helio Gracie, embora de estatura  menor  e franzino tornou-se imbatível em lutas memoráveis. Mais tarde veio a ser o expoente máximo do Jiu-Jítsu no Brasil. 

Em 1975, Helio Gracie, juntamente com seus companheiros,  fundou a Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro, a primeira  organização, a  criadora dos métodos, das diretrizes  que dai em diante comandaria o jiu-jítsu esportivo brasileiro. Em Minas o (professor e posteriormente mestre) José Senador e seus companheiros, sob orientação  e apoio do Grande Mestre  Helio Gracie  fundou a   Federação Mineira de Jiu-Jítsu, a segunda entidade e únicas oficialmente reconhecidas pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) e Conselho Nacional de Desportos (CND).

           O Jiu-Jítsu em Minas

 Em Minas Gerais o Jiu-Jítsu integral, ou seja, o esportivo, o traumático e a  defesa pessoal, não eram praticados na sua verdadeira extensão. Somente alguns professores de academias de Judô repassavam  técnicas de defesa pessoal e dos traumáticos. Não havia ainda as regras do esportivo. Foi então que o Professor José Senador Rosa, a exemplo do Rio, fundou em 1975 a Federação Mineira de Jiu-Jítsu, sob orientação do Mestre Helio Gracie. As regras de competição  esportiva foram criadas pela Federação do Rio de Janeiro. A  Federação Mineira foi reconhecida e oficializada, sob decreto em 1976 pelo então Ministro Jarbas Passarinho da Educação e Cultura (MEC) e pelo Conselho Nacional dos Desportos (CND), a exemplo da Federação de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro, tornando as duas únicas oficialmente reconhecidas.

Desde o início a F.M.J-J. se alicerçou na disciplina e no respeito a hierarquia das faixas. O seu primeiro presidente foi o faixa preta Geraldo Ourives Maia, um benfeitor,  o 2º foi o professor  5º grau José Senador Rosa, e o 3º, o faixa preta 3º grau professor Adair Alves de Almeida, que desde 1984 vem dirigindo a entidade. Além disso, o Mestre  Adair atualmente (2015) porta a  faixa vermelha (9º grau)  foi também o idealizador, criador, fundador e primeiro presidente da Liga Brasileira de Jiu-Jitsu, a primeira entidade nacional oficial do jiu-jítsu no Brasil, fundada em 1991, desde então em atividade continuada.

O DOCUMENTO HISTÓRICO abaixo, de 9 de fevereiro de 1976, enviado pela Secretaria  do Conselho Nacional de Desportos ao então Presidente  da Federação Mineira de Jiu-Jítsu, Professor José Senador Rosa, comunicando-lhe

“ Senhor Presidente : Comunico a V.S.a para os devidos fins, de ordem do Senhor Presidente, que o Senhor Ministro da Educação e Cultura homologou em 12 de janeiro de  1976 o Parecer nº  20/75 do C.N.D. que aprovou o Estatuto  da Federação Mineira de Jiu-Jítsu, tendo o referido desacho sido publicado no Diário Oficial da União  em 21 de janeir- o de  1976. Atenciosas saudações Afonso Costa. Secretario."                                                                            

OS FUNDADORES DA  FMJ-J  cujos nomes  constam e permanecem indelével  no Estatuto  original aprovado,como abonadores na criação da Federação Mineira de Jiu-Jítsu foram: Adair Alves de Almeida, Alcebíades Ferreira Filho,  Carlos Alberto das Neves,  Célio Mariano Batista, Carlos Antonio da Silva, Delvair Pinto de Aguiar, Estevão de Mesquita Gomes, Geraldo Fernandes Ourives Maia, Grego Aniceto Catambi, Hamilton Lagares Cortes, José Senador Rosa,  Jonas dos Santos Amalhio,  Leonardo Dutra Vasconcelos, Lucio Alves da Silva, Odair  Oianes Pinto,  Paulo César Lisboa,  Selênio Oiveira Neves,  Takio Yano  e  Vicente Gonçalves.

 

                   Torneios Oficiais

A Federação Mineira de Jiu-Jítsu, pela força do reconhecimento oficial do seu estatuto, é considerada  a entidade representativa com autonomia para representar oficialmente o Jiu-Jítsu Mineiro e realizar o Campeonato  Estadual Mineiro de Jiu-Jitsu. Do campeonato oficial participa as equipes portadoras do alvará do FMJ-J O campeonato anual  compõe-se de 5 torneios, inicia em março termina em novembro.  Os  pontos obtidos pelas equipes  em cada etapa  acumulam-se  para a grande final , ocasião em que a equipe  que conquistou maior número de medalhas de Ouro, Prata e Bronze, por categoria, será considerada a campeã do ano por categoria. A que conquistou maior número de troféus de Ouro, Prata e Bronze durante o ano em todas as categorias será considerada a campeã absoluta e recebe a TAÇA MG do ano .Em novembro de 2016  a Federação fará entrega da 42ª TAÇA MINAS GERAIS DE JIU-JITSU.

               O PRIMEIRO INTERESTADUAL      

Em 1985, professor Adair fez contato com o presidente da Liga Niteroiense de Jiu-Jítsu, Silvio Pereira  e manifestou interesse  numa competição entre os dois estados. Prontamente Silvio Pereira acatou a idéia  e o primeiro evento logo aconteceu em Belo Horizonte no Ginásio do Mineirinho, contando com presença de renomados professores árbitros e lutadores do Rio, dentre eles Rickson Gracie  prestigiando o primeiro encontro. No ano seguinte o 2º Rio x Minas em Niterói no Ginasio Caio Martins,  o 3º em Belo Horizonte e o 4º em  Niterói. Uma  memorável jornada.

                       SURGE UMA ENTIDADE NACIONAL               

Neste  Brasil continental havia somente duas federações oficialmente reconhecidas. O professor Adair  se incomodava  porque sem a Confederação Brasileira o Jiu-Jítsu não teria maior expansão. Fez contatos no Rio, criou um até projeto do estatuto  inicial. Em pouco tempo juntamente com alguns  abnegados membros da Federação Mineira foram ao Rio de Janeiro para uma reunião com professores renomados daquele estado. Argumentou sobre a necessidade da criação da Confederação. E apresentou o  ante projeto da nova entidade, que poderia ser modificado. Não houve interesse da maioria dos professores do Rio em fundar  uma Confederação. Não obstante, o  professor Carlsson Gracie  sugeriu  eleger o professor Adair, o idealizador, como primeiro presidente. Adair recusou, convicto de que a  Confederação deveria estar sob comando de  um mais conhecido e mais experiente.

Tendo permanecido o impasse, o professor Adair então prometeu que, se no Rio não fundassem a Confederação, ele  estava disposto a criar uma Liga Nacional. A idéia da Liga desagradou mais. Não obstante, em 1991 aconteceu  em Belo Horizonte três encontros  entre professores de vários estados, até que no 3º encontro em 13 de julho, reunidos em assembléia na sala 413 do Mineirinho, fundou-se a Liga Brasileira de Jiu-Jítsu, seu estatuto, seu Código Disciplinar e  seu Regimento Interno.

Empossado como presidente  provisório Adair Ales de Almeida e vice Célio  Caneca (Rio).  Entre os presentes criou-se a primeira diretória nacional do jiu-jitsu. São considerados fundadores da LBJ-J do Amazonas, Pedro Raimundo Gama Coelho. Do Distrito Federal Carlos Alberto Ferrão. Do Espírito Santo Levi Tesch. De Goiás Paulo César Lisboa. De Minas Adair Ales de Almeida, Carlos Renato  Silva, Fidelis Dias de Resende, Hilton Leão da Silva, João Andrade Batista, Jose Adilson Ferreira, José Felix, José Guillermo Ferreira, José dos Santos de Paula,João Andrade Batista, Jurez Patrício, Juvenil Pereira de Souza, Maria Socorro A.Ruas, Mauricio Antonio Raimundo, Raimundo Antonio Cristiano e Rui Diniz Ferreira. Do Rio de Janeiro  Amélio  Arruda Câmara, Anselmo Luiz Silveira  Paes, Cirilo da Costa Azevedo, Cirval Justino da Silva, Evilasio Veloso Ribeiro, Evilasio Carvalho Veloso, Lênio Veríssimo, Orlando Santiago Barradas e Silvio Pereira. De São Paulo Moises  Rodrigues S. Muradi, Osvaldo Carnivalli. Os Grandes Mestres Carlos Gracie e Helio Gracie                        foram  considerados patronos  da nova  entidade .

 

 

Divisões do Jiu-Jítsu

O Jiu-Jítsu ESPORTIVO, objetiva a renúncia do adversário e nele predomina as chaves, estrangulamentos, quedas. raspagens e as colocações. Quando a vitória não se consegue pela renúncia do adversário, será pelos pontos obtidos e na falta destes as vantagens dentro do tempo de luta estabelecido. Porém numa competição de Jiu-Jítsu não há empate.

ATEMIs são os golpes traumáticos tais como as cotoveladas, socos, golpes com as mãos, com os pés, nos lugares permitidos e a distância, pois se houver agarramento de um dos lutadores com as duas mãos cessa o traumático. A  FMJ-J realiza um torneio de Atemis a cada ano, no mês de Dezembro. Trata-se do ATEMIS DOS 13 PONTOS. O competidor que primeiramente fizer 13 pontos ganha a luta. As regras  estão  contidas no regulamento próprio do Atemi.

DEFESA PESSOAL é o Jiu-Jitsu integral, onde todas as técnicas são permitidas para desarmar, vencer, subjugar o adversário e/ou atacante. O treinamento será de kimono e também de calção simplesmente. Na academia é aconselhável  aprimorar estas técnicas nos alunos da faixa roxa em diante

Premiação / Pontos

As disputas são por categoria de idade, faixa e peso. Tanto para o competidor individualmente, quanto para a equipe a contagem dos pontos será: Ouro= 9 pontos, Prata = 4 pontos e Bronze= 2 pontos. A simples participação de uma equipe  lhe garante 01 ponto de participação. Também o competidor se classifica  no ano como o melhor  na sua categoria de  idade, faixa e peso.As questões envolvendo as equipes filiadas e competidores são resolvidas pelo CONARS,se necessário em  julgamento  pelo Tribunal de Justiça Desportivo,que é composto por 7 advogados,sendo quatro  por parte da Federação e três indicados pela OAB .Os naõ filiados mas praticantes do jiu-jitsu em Minas  podem ser atingidos pelo TJD e se necessário  encaminhados a  justiça comum.

 Graduações e Categorias

A FMJ-J ,adotou  as seguintes faixas de acordo com a idade do atleta-masculino e feminino:
Categoria Mirim de 6 a 9 Anos - Faixa Branca e Azul Clara até 7 anos, faixa Branca e Amarela até- 9 anos;Categoria Infantil de 10 a 12 Anos - Faixa Branca e Amarela 10 Anos, faixa Branca , Amarela e laranja  -até 12 Anos.Posteriormente houve modificações .E  pra os adultos prevalece agora:
Categoria Infanto Juvenil -13 a 15 Anos :Faixa Branca, Amarela, Laranja e Verde;
Categoria Juvenil 16 e 17 Anos - Faixa Branca, Amarela, Azul e Roxa;
Categoria Adulto Estreantes. Faixas brancas e amarelas de 18 anos em diante. Adulto Junior: de 18  a 29 anos  -faixas  azuis,roxas,marrons e pretas ;  Adulto máster 1 de 30 a 35 anos ; Máster 2 de 36 a 40 anos ; Máster 3-  de 41 a 45 anos; Máster 4 -de 46 a 50 anos ; Máster 5 – de 50 a 55 anos ; Máster 6- de 56 a 60 anos –faixas azuis,roxas, marrons e pretas.

Todas as faixas coloridas ostentam até quatro gomos brancos (graus) costurados sobre a tarja preta em uma das pontas da faixa. Somente após receber o 4o. grau de uma faixa é que se poderá receber a faixa seguinte ,  e sob exame na própria academia, isto  até o 4o. grau da  faixa marrom. O instrutor  faixa preta até 2º grau   , individualmente não tem autonomia para conceder faixa, na escola que leciona jiu-jítsu ,quando o fizer terá a presença do professor  supervisor ( 3º grau em diante ). A faixa concedida por academia   não filiada a FMJJ não é por ela reconhecida. Entretanto o portador de carteira de faixa preta da Confederação, da Liga Brasileira ,de federaçaõ de outro estado ,pode se filiar a FMJ-J como faixa preta lutador – desde que comprove a carencia inima demilitancia no jiu-jitsu que é 5 anos no mínimo.

.Porem, se desejar  receber diploma da Federação  terá de se submeter a exame frente a Banca Examinadora    Há casos excepcionais, que exigem abono do Conselho Superior Arbitral da FMJJ. Também a filiação de maneira comum, somente é permitida até a faixa azul lisa. Acima desta para se filiar terá de haver comprovação de militância através de certificado concedido por entidade competente     ( Confederação, Liga , Federação legalmente constituída ).

                                   Categoria de  Pesos 

São considerados  agora pela FMJ-J , para efeito de competição :Peso galo, pluma,pena,leve,  médio,meio pesado,pesado,super pesado e  pesadíssimo .

                                      O Traje                     

O traje para a luta  de jiu-jitsu era  o tradicional  kimono  trançado inteiramente branco. Ha algum tempo foi adotado também o kimono  inteiramente azul e o inteiramente preto .

 

                   Faixa Preta

 A  faixa preta  se concedida por academia ,ou professor  individualmente, não  pode ser reconhecida pela F.M.J-J. somente  pode ser autorgada por  entidade reconhecida e oficializada como Confederação Brasileira de Jiu-jitu (CBJ-J) ,Liga a Brasileira de Jiu-Jitsu  e Federação Mineira de Jiu-Jítsu (F.M.J-J ) em Minas  Gerais . A faixa preta  pela FMJ-J somente era  possível  ao aspirante que tivesse completado  21 anos de idade ( atualmente aos 20 anos de idade ) ,um mínimo de 05 anos de militância comprovada e outros requisitos essenciais. O exame para a faixa preta lisa ( lutador ) , para o 1º   e   2º  grau ( professor estagiário ) e para 3º grau ( professor )  se faz as vistas da Banca Examinadora,composta  de 4 a 7 membros da Escola de Oficias de Jiu-Jitsu da Federação () membros do CONARS ).  Vale ressaltar que do  4º grau em diante se exige mais o  exame ,a concessão se faz pelo tempo e merecimento , a quem dele fizer jus .

                           Metodologia de Ensino 

Assim como as demais artes marciais e lutas  tem a sua metodologia de ensino ,a FMJ-J  seguindo uma orientação do Mestre Helio Gracie,desenvolveu  a sua   metodologia de ensino e exame de faixas    orientando-se pela numeração delas,  desobrigando a  nomenclatura japonesa . Alem de condicionar  o ensino a certo numero de tecnicas para cada faixa, em ordem crescente  até a preta. Com o surgimento da Confederação, de entidades paralelas, de instrutores  oriundos de outros estados, portadores de outra  filosofia surgiu com aqueles e os mais diversos interesses e propósitos  , até mesmo o  ensino  de tecnicas avançadas ao iniciante faixa branca . Alguns professores mantém a didática , que é cobrado por eles e pelos supervisores mais compromissados no momento do exame para a troca da faixa até a marrom. Entretanto , não ha complacência para o  aspirante a faixa preta , ao buscar a sua graduação frente a Banca Examinadora. Muitos  preferem  buscar a faixa preta onde naõ  existe uma metodologia  nem  Banca Examinadora ,e o criterio adotado é  que seja bom  lutador . O ideal é que o aspirante a proxima faixa esteja imbuido das duas coisas, saber lutar e conhecer a metologia .Por isso ,conforme a ficha curricular do lutador,ele ja recebe abono de 10 pontos ao buscar o exame para preta 

 Em qulquer caso  ha  necessidade do professor  ensinar ao  seu aluno que para  se chegar ao topo de uma escada ,a subida  dever ser pacientemente ,degrau por degrau. Esta subida pode  ser a mais demorada e cansativa,porem é a mais correta , a mais segura .

                               Os  Sete  Princípios                 imagem

Nada mais são que  a demonstração de retidaõ e dignidade , e que deveriam estar presentes na vida de todas as pessoas norteando os seus passos . Espera-se que o adepto da arte marcial em especial  seja portador destes princípios, o que nem sempre ocorre , devido ao caráter de individuo e outros motivos  diversos . Os Sete Principios saõ :                      Coragem.Decisaõ.Disciplina.Humildade.Lealdade.Respeito.Sinceridade.  O jiujituska da FMJ-J ,ao receber seu diploma de faixa preta, presta juramento público destes principios. Naõ obstante, nem todos saõ capazes de  cumpri-lo .

A POSTURA  DOS  SETE  GESTOS .    Associar certos  gestos indispensáveis a concentração   para  ser possivel tornar  fisico mente  numa  única força , ainda é praticamente segredo entre os jiujitsukas .Estes gestos saõ os portais que permitiria impregnar-se ,mesmo momentaneamente , de  poderes que emanam das forças naturais  (agua,terra,ar ) tornando-as aliadas , e  possibilitando o alargamento dos limites dos cinco sentidos. O controle do sistema respiratorio, do sistema nervoso ( até mesmo contra a dor ) ,do sistema muscular ( para a força e a flexibilidade ) e tantos outros em beneficio proprio . Entretanto o jiujituka teria um longo caminho a percorrer na tentativa de alcançar tais previlegios. Praticamente impossivel com o treinamento que lhes é oferecido , tornando-os  preocupados somemte com o aspecto fisica da luta . O curioso e há testemunho ,de  pessoas que mesmo inconscientes dos Sete Metodos , vivem  e agem como se deles tivessem o domínio completo.

 Como vincular uma academia a Federação

Preenchendo  o impresso de requerimento, apresentar a relação dos nomes que formarão a diretoria: Presidente,vice presidente,secretario,tesoureiro,relações públicas , diretor técnico ( um faixa preta , registrado na Federação Mineira, já que a atividade está ocorrendo em território mineiro ) ,o supervisor  da equipe ( preta do 3º grau em diante ) .Uma vez formado a diretoria , feita a  reuniaõ da Ata de fundação, colhido as assinaturas dos membros que iraõ dirigir a equipe por quatro (4) anos  os papeis são entregues a Federação .Naõ pode fazer parte da diretoria; 1)- os estrangeiros  ,exceto  os  que comprovadamente  ja tiverem  a cidadania brasileira ; os impedidos pela justiça; os incapazes; os  menores de 18 anos . De posse do  alvara  a equipe deixa de ser clandestina ou paralela, e torna-se amparada pela FMJ-J . Salienta-se que  o alvará da F.M.J-J.  diz respeito a legalização da  equipe de jiu-jitsu  naquele local ,mas  não  substitui o alvará de localização da Prefeitura,quando exigido, nem dá cobertura a outras modalidades esportivas porventura ali praticadas .

                         ALVARÁ  DE  DEPENDÊNCIA

È concedido a equipe que possui filial. È  um documento  importante. Nele consta o nome, a foto e a assinatura  do designado  e responsável  pela dependência naquele local  (  faixa marrom ou preta ) Nele esta o  endereço  correto daquela dependência, rua,bairro,cidade . E confirmando a legalidade estaõ as assinaturas do titular da equipe e da presidência da F.M.J-J. . Desde  2007 nas carteiras dos filiados consta  a  Dependência da Equipe , a qual esta vinculado .

                                                          

 

                  

 

Na mesma assembléia marcou-se o  primeiro evento para Belo Horizonte, denominado pelo  professor Beto Ferrão (DF)  como  1º Encontro de Integração Nacional do Jiu-Jitsu . Posteriormente elegeu-se o 2º presidente  João  Leandro  Neto  (MG),  vice  Silvio Caldas (DF) . Nos  anos seguintes  que o professor  Adair esteve juto a diretoria  como coordenador geral foram realizados seis  campeonatos nacionais em seis  estados  A  LBJ-J prossegue seu trabalho ininterrupto, atualmente sob o comando de Mestre Hilton  Leão Silva.

 

Em 1993 a Federação Mineira, através de terceiros  tomou conhecimento que já haviam criado, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu ..

 Atualmente a maioria dos estados contam com sua federação reconhecida e representativa.  

 

 

 

 


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